TOLEDOL, o blog sobre RAC

Reportagem com Auxílio do Computador (RAC) e jornalismo investigativo

Archive for agosto 14th, 2009

Para armazenar páginas da web

sem comentários

Às vezes você quer guardar uma página da web para colocar num PowerPoint ou para consultar depois, offline. Ou você tem um blog e quer fazer um arquivo de todo o seu conteúdo, mas mantendo a cara do site. Os usos e situações podem variar, mas é bom saber que há uma maneira fácil e eficiente de transformar uma página de web em PDF: http://html-pdf-converter.com/. A dica é do Alon Feuerweker, que usou a ferramenta para PDFar todo o seu BlogdoAlon.

Escrito por zerotoledo

14/08/2009 em 21:13

Publicado em Jornalismo Investigativo

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Pesquisa telefônica no Brasil não ouve pobres

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A pesquisa Datafolha sobre eleição presidencial a ser divulgada neste final de semana vai aclarar as chances reais de Marina Silva (PV ou PT?) na sucessão de Lula. Nada como trazer um pouco de racionalidade científica para um debate tão repleto de achismos. A pesquisa servirá ainda para tirar à prova levantamento telefônico feito pelo Ipespe de Antonio Lavareda por encomenda para o PV. A enquete indica a ex-ministra do Meio Ambiente oito pontos percentuais à frente da candidata do governo, Dilma Rousseff.

Comparar é importante porque pesquisa telefônica no Brasil não consegue, ao que se sabe, captar a opinião de uma parcela que decidiu as duas últimas eleições presidenciais: os pobres. Porque as pessoas das classes D e E não têm telefone fixo em casa e não são ouvidas pelos pesquisadores. “Pesquisa eleitoral que represente todo o eleitorado brasileiro só dá para fazer pessoalmente”, afirma o diretor do Datafolha, Mauro Paulino.

04telefone_lata

Lavareda parece não concordar. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (13 de agosto), o consultor do PV defendeu seus métodos e tentou torpedear um dos meios tradicionais de coleta, a entrevista domiciliar: “Nas pesquisas em domicílios, muitos moradores de apartamento ficam de fora porque o zelador não deixa entrar”. A matéria não trás comentários de Lavareda sobre a pesquisa pessoal em ponto de fluxo, técnica historicamente empregada usada pelo Datafolha e incorporada parcialmente pelo Ibope para contornar dificuldade de acesso dos pesquisadores a moradores de áreas controladas pelo narcotráfico e condomínios de luxo, por exemplo.

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Escrito por zerotoledo

14/08/2009 em 18:13

Dez perguntas sobre RAC para Lise Olsen, diretora do IRE (EUA)

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“O Brasil é um dos países líderes em jornalismo investigativo no mundo”. A frase seria cabotina se dita por um brasileiro. Mas quem a formulou tem experiência e conhecimento sobre o assunto -o que só aumenta a importância da declaração.

LISE OLSEN_IRE_H CHRONICLE

Integrante do conselho diretor do Investigative Reporters and Editors (IRE), a Abraji dos EUA (eia pretensão), Lise Olsen é repórter investigativa do Houston Chronicle, um dos maiores jornais dos EUA. Lise teve um papel fundamental na disseminação das técnicas de Reportagem com Auxílio do Computador (RAC) na América Latina. Esteve à frente do IRE do México entre 1996 e 1998 e deu cursos de RAC em mais de uma dezena de países, inclusive o Brasil, ainda na segunda metade dos anos 90.

Por causa de seu pioneirismo no RAC brasileiro nasceu a ideia de iniciar por Lise esta que, espero, seja a primeira de uma série de entrevistas com jornalistas que são paradigmas do uso do computador como uma ferramenta de apuração e/ou organização e análise de informações.

1 – Como você começou a trabalhar com RAC e por que?

Lise Olsen - Eu logo fiquei excitada com o poder do uso de documentos para expor segredos e corrupção. Em 1994, eu comecei a aprender RAC depois de perceber que o computador nos permitiria analisar milhares ou mesmo milhões de dados muito mais rapidamente do que resgatando um fichário de cada vez de um arquivo físico. Mas, é claro, eu ainda faça as duas coisas (RAC e pesquisa a arquivos de papel).

2 – Desde que você começou, quais foram as principais mudanças ocorridas nas técnicas de RAC?

Lise – A principal mudança foi a explosão da internet. São tantas bases de dados disponíveis na web hoje me dia que  eu fico surpresa que ainda haja algum repórter que não tenha se dado conta de que é necessário saber técnicas de RAC. Também se tornou muito comum para repórteres que fazem investigações usar planilhas eletrônicas. Nos velhos tempos, apenas os repórteres de economia e negócios sabiam lidar com elas. E hoje todo mundo está “blogando”, e montando bases de dados interativas e mapas, tornando nossas investigações mais interativas e acessíveis para o público do que jamais foram.

3 – Como você se mantém atualizada sobre as novas tendências de RAC?

Lise – Eu frequento as conferências organizadas pelos grupos mais avançados como o IRE, o Knight Center for Journalism in the Americas e, quando tenho sorte, da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e do IPyS (Instituto Prensa y Sociedad, do Peru) na América do Sul. E frequentemente peço conselhos a amigos que se especializaram em diferentes aspectos do RAC, como pesquisa de notícias, mapeamento, estatística e programação.

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Escrito por zerotoledo

14/08/2009 em 4:45