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Arquivo para setembro 11th, 2009

Nos EUA, limites para jornalistas no Twitter é a regra


New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, Associated Press, Los Angeles Times, Bloomberg e ESPN são alguns dos principais veículos de comunicação dos EUA que estabeleceram regras para os posts de seus jornalistas no Twitter e/ou em blogs. Os limites variam, mas de modo geral, proíbem notas que “furem” o próprio veículo e a divulgação de informações internas da empresa (como orientações divulgadas em reuniões da equipe). Nada muito diferente do que a Folha de S.Paulo adotou.

Segundo dois dirigentes do IRE (Investigative Reporters and Editors), o atual diretor-executivo, Mark Horvit, e seu antecessor, Brant Houston, não houve muita reclamação por parte dos jornalistas quando as linhas de conduta foram divulgadas pelas empresas, como se os jornalistas já esperassem por isso. Eles crêem que há uma questão geracional envolvida, que os jornalistas mais veteranos, da geração de papel, são mais acostumados a questões como sigilo e disciplina empresariais do que seus colegas mais jovens, da geração microchip.

Entre as regras mais restritivas nos EUA estão a do canal de esportes ESPN, que simplesmente proíbe seus repórteres e redatores de manterem blogs e websites sobre o assunto que cobrem. Mesmo para expressar suas opiniões esportivas em uma das redes sociais, os jornalistas devem primeiro submetê-la a um supervisor. A versão brasileira do canal, a ESPN Brasil, ao contrário, tem uma das atitudes mais liberais do mercado: todas as suas estrelas mantêm blogs (no próprio portal da ESPN) e twittam à vontade.

Escrito por Jose Roberto de Toledo

11/09/2009 em 7:17

Publicado em Jornalismo Investigativo

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