TOLEDOL, o blog sobre RAC

Reportagem com Auxílio do Computador (RAC) e jornalismo investigativo

Arquivo para outubro 2009

A apresentação que faltou no MediaOn

Segue a versão pobre em Power Point do meu keynote no 3º MediaOn. Um problema com o projeto impediu que eu conseguisse mostrar os slides durante o debate. Para pagar parte da dívida, segue uma versão sem graça da apresentação que publiquei no Scribd.

O tema é como as redes sociais afetam o trabalho do jornalista.

Prometo gravar uma versão em flash, com áudio, as piadas e as belas transições do Key Note. Depois publico aqui também.

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Escrito por Jose Roberto de Toledo

30/10/2009 em 3:29

Publicado em Jornalismo digital

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Twitter, jeito de fazer (parte 1)

Envie pelo Twitter

Envie pelo Twitter

Twittar é preciso. Especialmente para jornalistas. Nem tanto pela necessidade, mas porque é parte do trabalho -e, como todo trabalho, requer um método.

O nome do jogo é retuitar e ser retuitado. Para tanto, interessa menos o seu número de seguidores do que a influência deles. Essa influência é medida pelo número de seguidores de cada seguidor multiplicado pela frequência com que tuitam. O alcance dos seus posts no Twitter será tanto maior quanto mais ativos e seguidos forem os seus seguidores. Mais valem 100 seguidores influentes do que 100 mil seguidores fantasmas.

Só para entender o potencial de multiplicação da comunicação viral: no momento em que escrevi este post (02/10/2009) eu tinha 1.170 seguidores no Twitter, mas, no mesmo dia, meus posts haviam sido retuitados (retransmitidos) 77 vezes (por causa da #Rio2016), alcançando um universo de 32.418 leitores, segundo o site http://www.twitteranalyzer.com/

Não há fórmulas universais para lidar com as redes sociais, especialmente o Twitter. Há fórmulas pessoais, replicáveis apenas na medida da semelhança entre os usuários que as adotam e de seus objetivos. Supondo que os jornalistas têm algo em comum, relato o que aprendi nesta curta experiência e, principalmente, lendo e imitando twitteiros muito mais bem sucedidos.

Funciona:

1) Ter foco. O perfil @zerotoledo tuita sobre jornalismo e revolução digital, quase que exclusivamente. Quem o segue sabe o que esperar dos seus posts. Isso facilita classificá-lo em um nicho, algo cada vez mais importante em um universo de informação super poluído e diversificado. Os internautas, agora seguidores, não são muito diferentes dos antigos leitores, que sempre gostaram de novidades, mas, principalmente, de cultivar seus hábitos de leitura. A gente gosta do que a gente conhece.

2) Ter regras para escolher quem seguir. Parti dos meus amigos e conhecidos, e estendi para os que eles seguiam e de quem eu tinha alguma referência. Depois, procurei quem compartilhava os mesmos interesses do @zerotoledo, principalmente as instituições que tratam de jornalismo. Aí a coisa tomou curso próprio, e um problema apareceu: seguir todos os que me seguem? Pouco prático. Meu critério é seguir quem conheço e/ou quem compartilha interesses, daí fazer sentido seguir os que retuitam minhas mensagens (se o fazem é porque temos algum interesse em comum).

3) Retuitar só depois de checar. No Twitter, como no jornalismo, o que você “vende” é credibilidade. Passar adiante um link quebrado ou, muito pior, uma propaganda disfarçada não ajuda em nada a construir sua imagem de tuiteiro. Cheque, veja onde aquele link vai dar, leia o seu conteúdo, tudo isso antes de retuitá-lo. Parece óbvio, mas muitos não fazem isso.

4) Manter um ritmo. Como o jornal, você precisa criar o hábito de ler o que você escreve entre os que o seguem. E o único jeito de fazer isso é escrevendo, com constância. Melhor escrever alguns posts diariamente (ao menos nos dias úteis) do que uma tonelada apenas em um dia e ficar sem publicar durante vários dias (um pecado, aliás, deste blog).

5) Escolher a hora certa. Timming é fundamental do Twitter. Se você publica suas notas quando não tem ninguém olhando, obviamente, elas não repercutem. É importante publicar na hora certa, quando o maior percentual de seguidores está online. Para saber isso, vá ao site twitteranalyzer, digite o seu codinome no Twitter e, na aba “Friends”, clique em “on-line followers”. Em geral, o meio para o fim da tarde costuma ser uma hora de rush no Twitter.

6) Prestar atenção no que é retuitado. Interesse-se pelo que as pessoas se interessam. Você não precisa seguir todas as tendências, mas certamente vai encontrar, entre elas, alguma que lhe seja interessante. Escreva sobre isso. Para acompanhar tendências, use sites como http://monitter.com/, ou o próprio http://search.twitter.com/. No Brasil, há o http://blablabra.net/.

7) Dividir os twitters em listas. É importante seguir gente bacana, que posta coisas interessantes e em quantidade. Com o tempo, essa lista de amigos pode ficar impraticável de seguir em um lugar só, como a sua página no Twitter. Por isso é importante instalar um dos muitos aplicativos gratuitos que há por aí e que gerenciam sua conta do Twitter, permitindo a separação dos posts em colunas. Dos que testei, o que mais gosteui foi o TweetDeck. Divido os posts de quem sigo em várias colunas como: jornalistas, oficiais, políticos, notícias, esportivos, jornalismo etc.

Escrito por Jose Roberto de Toledo

02/10/2009 em 16:48

Publicado em Jornalismo digital

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