Arquivo para março 27th, 2010
Um fato, vários gráficos e múltiplas interpretações
Eis alguns exercícios sobre como apresentar em um gráfico os resultados e as tendências das pesquisas de intenção de voto estimulada dos principais institutos, na eleição presidencial de 2010.
Conforme o método escolhido, muda sensivelmente a percepção sobre as tendências da eleição. Usando a mesma metodologia de cálculo da curva de tendência, a polinominal (adequada a situações como uma corrida eleitoral, em que os candidatos flutuam ao sabor dos acontecimentos), é possível mostrar um avanço consistente de Dilma Rousseff (polinômio com ordem 2) ou uma recuperação da vantagem por José Serra (polinômio com ordem 3), apenas mudando-se um parâmetro do cálculo -no caso, o número de vales/picos.
Por isso, prefiro um método menos popular entre os cientistas políticos, mas mais fácil de ser compreendido pelos leigos: a média móvel das últimas três pesquisas, representada pelos gráficos 1 e 2.
O gráfico 1 (abaixo) é o tradicional, acrescido de uma linha de tendência tracejada que representa a média das últimas cinco pesquisas para cada candidato. A margem de erro é representada por um traço preto perpendicular à linha de intenção de voto.
O gráfico 2 (abaixo) apresenta apenas os pontos de cada candidato em cada pesquisa, e as únicas linhas são as de tendência, calculada segundo a média das últimas três pesquisas. A margem de erro é representada pelo tamanho da circunferência de cada ponto (sobreposições indicam empate técnico).
O gráfico 3 (abaixo) é igual ao 2, com a diferença de que o método usado para calcular a linha de tendência é outro: um polinômio de ordem 2, ou seja, com apenas um vale/pico.
O gráfico 4 (abaixo) é idêntico ao anterior, com a única diferença de que a linha de tendência é calculada com um polinômio de ordem 3, ou seja, com dois vales/picos.



